quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Estudar, eu ?



É preciso segurança no comportamento no jogo posicional em posse? Sim, estou falando de Futebol! Esse é o modelo de jogo que escolhi para exemplificar, poderia ser outro. Agora respondendo a pergunta: Não só segurança no comportamento como também jogadores na sua maioria(elenco) dotados de grande qualidade tecnica. No jogo posicional em posse, também exige uma rápida leitura do momento do jogo. Ex: reação a perda em uma transição defensiva, onde 11 ou melhor, todo o elenco precisa saber onde e de que forma executar o pressing ou não executar dependendo de onde a equipe está no campo de jogo. Esse elenco precisa comprar sua ideia! Você precisa convence-los. Depois de "vender" e convencer, você precisa treina-los, elaborar exercícios, repetições. A informação precisa chegar, sim, seja lá da forma que for (de maneira simples de preferência) ela precisa chegar. Eles precisam entender. Entender qual idéia, e faze- los entender que essa ideia é o melhor para eles em determinado momento, exemplo: semana(microciclo) ou ano(macrociclo). Eles precisam sentir a evolução. Parece facíl ser treinador pois não? Hoje vivemos tempos de certas opiniões sobre o treinador estudar ou não. Vemos Renato Gaúcho conquistando a America e muitos de nós pensamos, será que é preciso ? Acredito que é preciso gastar bem o seu tempo estudando e buscando novas ideas dentro daquilo em que acredita. Parafraseando Albert Einstein, "tolice é fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes". Futebol não é ciência exata e precisamos ter o maior número de soluções possíveis, isso através do conhecimento adquirido. Te digo mais querido leitor, estou estudando justamente por não ser o Renato Gaúcho, e acredito que muito dessas declarações dele faz parte de seu marketing pessoal, que sempre deu certo, com certeza penso que ele esteja antenado no que vem acontecendo no mundo do futebol mundial. O cara foi um monstro jogando futebol, com 19 anos foi decisivo na conquista da libertadores e mundial do Gremio. Depois uma carreira brilhante e de alto Nível, jogando em grandes equipes. Conhecedor de causa e atalhos, indiscutível.
Porém, quase sempre há um porém. Fico com o exemplo partilhado por um vendedor em uma livraria de Madri, disse que Maradona e Simeone estiveram na mesma livraria, ambos almejando serem treinadores no futuro, Maradona disse que não precisava dos livros sobre tática perodização etc. Simeone logo que decidiu ser treinador na mesma livraria comprou 20 livros sobre futebol. Maior exemplo hoje no futebol brasileiro é o Tite. E te faço uma pergunta, quem jogou mais(qualidade), Renato Gaúcho ou ele ? Ou posso perguntar também, quem estuda mais ?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

KEVIN DE BRUYNE




Como disse Bruce Lee em duas de suas frases, "saber não é o bastante, precisamos aplicar". "querer não é o suficiente, precisamos fazer.
Pois é! Hoje deparei me com uma opinião que estava pensar escrever aqui no blogue. (sad).
Obrigado Carlos Daniel,
Esse menino Joga Muito.            
Gostei muito do que li, 5 estrelas. (happy and enjoying).

Opinião de um dos melhores comentadores de Futebol que conheço.
Compactuo com ela.

CARLOS DANIEL 2017-11-06
Kevin De Bruyne é bem capaz de ser, por estes dias, o jogador mais completo que é possível encontrar num relvado: organiza como um médio centro, dribla em progressão como um extremo e finaliza como um goleador. Tem aquilo que é fácil ver a olho nu - qualidade de recepção e passe (curto ou longo) que distingue a elite, eficiência no uso de ambos os pés, aceleração na hora certa e o remate certeiro mesmo se ainda distante da baliza - mas tem principalmente o que faz a diferença: já não é só o jogador que carrega com ele a bola e a equipa, é também o que sabe baixar e organizar pelo passe, como não se limita a uma grande participação no momento ofensivo, que percebe também o avanço dos colegas e a necessidade de os compensar. Numa expressão: entende o jogo. E por isso o joga cada vez melhor. A entrevista que deu a Jamie Redknapp, na Sky Sports, há meia dúzia de dias, foi elucidativa. E notável.

Jamie, filho do treinador Harry, antigo médio de alguma qualidade, fez as perguntas, boas perguntas, mas próprias do jogador que joga, ou jogou. De Bruyne deu as respostas, melhores respostas, do jogador que pensa. Que pensa o que joga. A conversa, ilustrada com vídeos dos melhores momentos do belga nas últimas épocas, mostrou que mesmo um olhar atento, de quem jogou e hoje analisa, não esconde a passagem do tempo. As perguntas eram técnicas mas as respostas foram táticas, as questões apontavam ao gesto, as explicações falavam de espaço, Redknapp exaltava o individual, De Bruyne nunca ignorava o coletivo, sugeria-se o artista, o próprio respondia com equipa.

Logo na primeira resposta, o jovem belga foi à essência da evolução, em três letrinhas apenas: Pep. Foi com Guardiola que o rendimento dele – e, acrescento, o de Fernandinho e o de Silva, e de Sterling ou Sané – disparou. O jogo posicional abriu-lhes o entendimento e aumentou-lhes o rendimento, pois saber jogar é, antes de mais, saber onde estar. Surge o fabuloso golo da vitória em Stanford Bridge, já este ano – pode acompanhar-se a leitura com a recordação, via youtube -, na exaltação do gesto, brilhante, do convidado, que finalizou o lance. De Bruyne pede para recuar a imagem ao início do jogada em busca o mais importante: estavam todos na posição certa. A partir daí foi mais fácil, explica.

A conversa foi todo um compêndio. De Bruyne explicou como liga o seu jogo com o de David Silva e como isso exige que ele seja menos o 10 que já foi e recue no terreno para organizar, como a perceção de que ter Kyle Walker, lateral ofensivo a partir da direita, obriga a maior atenção às coberturas, ou como é diferente servir Sterling e Sané, que pedem muito a bola no espaço, ou Agüero ou Gabriel Jesus, que a querem também no pé. E explica como já foi outra a relação com o ponta de lança, quando jogava com Bas Dost, no VFL Wolfsburgo, e era essencialmente um ala cruzador. Tratava-se apenas de levantar a bola para a área que o holandês fazia o resto. Sabemos bem do que ele fala.

O futebol de De Bruyne é agora mais amplo que o de um extremo driblador e rápido, com ordem para cruzar. O belga vê mais campo porque valoriza o espaço. Entende a estratégia - ter os alas mais ou menos abertos depende também do adversário -  e coloca a estatística no seu lugar: “fazes agora muitos mais passes para a frente”, mostra-lhe Redknapp, “também jogo muito mais vezes a partir de trás”, desmonta o belga. Mas sim, passa para a frente, sublinha, que a ideia feita de que o jogo de Guardiola se baseia sobretudo na posse é tão redutora como pretender que Vilamoura seja o Algarve todo. Chega a ser cruel comparar o discurso de De Bruyne, 26 anos, ainda e apenas futebolista, com o de tantos colegas e até treinadores que insistem em falar de “atitude competitiva”, “espírito guerreiro” ou “capacidade de sacrifício”, como se balelas dessas pudessem ser exclusivo de alguém ou segredo de algum sucesso continuado. Ainda assim, antes isso que os que reduzem tudo a árbitros e jogos de bastidores


https://bancada.pt/futebol/opiniao/o-que-de-bruyne-joga-e-pensa





sexta-feira, 17 de março de 2017

Até os Grandes "erram"


 Quinta-feira 16/03/2017 lendo o jornal Record, como faço todas as manhãs em Portugal, deparo-me com a noticia de que o presidente do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, acredita que Renato Sanches, jovem médio português contratado junto ao Benfica por 35 milhões de euros, estará  a altura  de suceder os passos de Xabi Alonso, o espanhol que retira-se dos relvados no fim da actual temporada.
 Voce deve estar curioso a respeito do titulo do meu texto, e deve estar perguntando: qual o sentido do titulo? O sentido ao meu ver é que o Bayern não é apenas grande, mas sim um gigante Europeu, porém "errou" Renato não é médio defensivo. Eu vejo a maneira de jogar e o modo de estar em campo dos dois atletas bem diferentes. Xabi é um médio defensivo que faz a bola andar com passes curtos e longos, já Renato Sanches é um médio interior que conduz mais a bola e é forte fisicamente, o famoso box to box. Note-se que coloquei erram entre aspas, Renato é um bom jogador com margem de evolução ainda, mas não na função do Xabi Alonso. O espanhol é um médio no estilo Guardiola (quando jogava), Redondo(Argentina), diferente do Renato Sanches. Para essa função o Bayern teria acertado, e com convicção digo isso, se tivesse contratado o médio defensivo do Porto: Rubens Neves, que da sua geração, para mim, é o melhor médio de Portugal e talvez da Europa nessa função defensiva, a construir o jogo de trás para frente.  A contratação do Renato ao Benfica foi muito em função dos holofotes estarem virados para a Luz, devido a ótima época do Benfica que culminou no Tri- campeonato. O miúdo também foi campeão Europeu com Portugal e decisivo durante a competição, não estou pondo em causa a qualidade e sim a função que ele pode vir a fazer em campo. O Bayern como Gigante que é, se realmente fez a contratação para substituir Xabi Alonzo, deveria ter contratado Rubens Neves ou outro jogador do mesmo perfil. O Renato pode sim, por exemplo, substituir o Vidal sem problemas. É a isso que me refiro. Uma equipe dessa magnitude deveria ter prestado atenção nisso, sem duvidas. Ok gente foi só mais um post, um ponto de vista. Nem tudo esta perdido para o Bayern (lol) podem sempre contratar o Rubens Neves, o Renato é certo que vai brilhar e achar seu espaço, mas não como médio defensivo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Bloco baixo ?





Acredito no Futebol que estive a ver ontem na Champions League . City x Mónaco 2017.
Iria publicar um texto diferente desse, seria um texto copiado e colado de José Couceiro, treinador do Vitoria de Setúbal e que em meu entendimento tem razão em escrever que hoje em dia as equipas são condicionadas pelos resultados de manter o cargo do treinador e vemos um futebol pouco atractivo.
Muito devido ao objectivos de somar pontos e garantir empregos , já que em Portugal e no Mundo, treinadores caem(perdem o emprego) como se fossem folhas em pleno Outono. Eles não tem tempo de terminar, construir seus trabalhos. 
Ele escreve em seu texto, que isso é em grande parte culpa dos directores que não fazem as coisas planeadas, como por exemplo escolher bem o perfil do treinador definindo assim objectivos. Escolhendo treinadores pelo nome ou na intuição muitas vezes equivocada. Os dirigentes contratam e cobram bons resultados.
Assim os treinadores são forçados a jogar pelo resultado, muitas vezes sendo excessivamente defensivos(bloco baixo).  Acredito que um bom treinador precisa saber o que tem em mãos e saber aplicar um modelo de jogo com o jogadores que tem. Não posso ter posse se não tenho atletas para isso, um bom médio defensivo que tenha um bom passe , entenda o jogo e seja forte na construção. Não só esse médio defensivo , mas defesas, médios interiores que me permitam construir o jogo em posse a partir da defesa. Nesse jogo em particular City x Mónaco, duas equipas com  diferentes modelos de jogo conseguiram fazer um ótimo jogo, que foi em sua grande parte ofensivo e em busca da baliza(golo). O City procurou jogar em posse ainda que Yaya Touré já não tenha a mesma vitalidade de outros tempos, a equipa conseguiu mesmo assim impor seu jogo (não quer dizer que jogou melhor) trocando passes e atacando a profundidade pelos corredores laterais sempre muito perigoso.  O Mónaco jogou na base do ataque rápido com jogadores muito fortes fisicamente conseguiu dominar grande parte do jogo, ainda que não teve mais posse, não venceu o jogo por ser fisicamente impossível pressionar os 90 minutos, eles são acostumados a pressionar assim em todos os jogos na liga francesa. Porém na liga francesa não vemos equipas como a de Guardiola, que poupam-se fisicamente trocando passes e guardando bola, poupando assim energia não correndo atrás do adversário. What a game, isso posso chamar de Futebol. Um desporto apaixonante, duas equipas diferentes mas ambas com coragem e jogando para vencer.
É isso que acredito como treinador. 
Com a equipa que tenho, jogar para vencer.
 Como ?
Tendo bom animo e Sendo Corajoso.